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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Onde para a Manuela?

Com este título podia agora começar a relatar as viagens de campanha de Manuela Ferreira Leite por esse país fora, mas, como se sabe, não se iria aprender nada de jeito. Aquilo que quero tratar aqui não tem a ver com essa Manuela. É mais sobre uma outra, a Manuela Moura Guedes que, segundo consta, foi afastada da TVI depois de o marido ter saído do cargo de director de programas do canal. Tratou-se apenas de bom senso editorial, pois, como também se sabe, Manuela Moura Guedes apresentava o Jornal de 6ª, jornal este que tinha este nome por ser à sexta-feira e por conter os resumos da semana. Também segundo o nome, o jornalismo prestado nesse jornal era de sexta categoria. Agora vêm-me dizer que é por eu ser defensor do Sócrates que digo isto. Nem pensar é bom! Se eu fosse defensor do Sócrates apenas sabia que nada sabia e não estava aqui a falar de coisas que sei, porque tenho opinião própria. Eu apenas sou defensor do jornalismo objectivo e imparcial, que é no fundo aquele que nos ensinam na escola. Pelo menos a mim ensinaram que os adjectivos não eram próprios dos jornalistas. Estes apenas os podiam usar como citações de outros. Por exemplo, um jornalista dizer que a situação do país é má é errado quando este está na posição de jornalista. Este teria de dizer que alguém disse isso e referir o nome de quem o disse. Porque assim as pessoas poderiam verificar a credibilidade de quem o disse. O único caso em que um jornalista poderá adjectivar é apenas no caso de estar na posição de comentador. Mas adiante que isto dá pano para mangas. Eu não critico o facto de aquele jornal passar a hora inteira a falar do mesmo. Isso até poderia estar dez horas sempre a falar da mesma notícia que eu não me importava. Teria era de excluir a opinião da jornalista que apresentava o telejornal, neste caso a de Manuela que tinha aquelas bocas parvas que deixava no fim de cada notícia. Mais, a cada notícia que este extinto jornal mostrava a culpa caia toda em cima do governo. Mesmo que se tratasse de um raptor ganês radicado no Uzbequistão e que tivesse assassinado alguém em Laos, a notícia tinha de incluir sempre a mão do governo português, mesmo que este não tivesse nada a ver com isso. O ponto alto deste findo jornal foi quando Marinho Pinto se foi defender de notícias que o punham fora do cargo de bastonário e que se revelaram relativamente infundadas. À acusação de “bufo” proferida por Manuela Moura Guedes, o bastonário não se calou e disse umas verdades que nem toda a gente teria coragem e argumentação suficiente para lhas dizer. Digo também argumentação pois no caso de muito boa gente Manuela limitaria-se a dizer que não tinha nascido ontem e que já era jornalista há mais tempo. Óbvio que essa pessoa que estivesse a discutir com ela perderia as estribeiras e ofenderia verbalmente a sujeita. Mas Marinho Pinto não foi nessa das ofensas e apenas disse que ela era uma vergonha. Sinceramente a reputação de Manuela Moura Guedes desceu com a economia. A economia está a recuperar, mas Manuela não. Ficam agora aqui os excertos da conversa quente entre a jornalista e o bastonário.










Lá Está!Isto sou eu que não percebo nada disto...