sábado, 9 de abril de 2011

Mudanças

Diz-se que está tudo igual para não se ter de descrever todas as alterações que decorreram entretanto a alguém que passa por nós na rua e pergunta: "Olá, tudo bem? Novidades?". É uma maneira fácil de fugir dos problemas, esta. Quer dizer, se é que se tem problemas. Mas se por um lado algumas coisas estão bem, outras estão mal e outras não estão ou estão por definir. Vejamos. Uma pessoa pode ter uma boa situação financeira e não ter o melhor desempenho emocional e nem sequer saber o que quer para si afectivamente. O contrário também. Pode-se até afirmar que há dois principais focos de bem-estar, o profissional e o emocional. Quanto ao profissional, no mundo actual, o geral é querer-se estar na profissão que se deseja sendo bem remunerado e tendo tudo aquilo a que se julga ter direito por se ter nascido em determinado tipo de cultura. A nível emocional quer-se obter tudo o que a pessoa a quem se ama nos pode dar. Aqui o objectivo comum dos dois níveis é obter o máximo de bom e o mau que fique para os outros, pois nem quero saber. Apesar deste querer, desconheço com efeito alguém que obtenha ambos os pólos satisfeitos, por isso é que não quero saber de os satisfazer. Claro que nem me preocupa a falta de ambição. Quem quiser que morra ambicioso, porque eu não pretendo nada que não possa ter. A vida é mais do que coisas ou devia ser.
O que mudou? Nem sempre corresponde ao que devia mudar. Mas como já tinha praticamente acertado em concertação social com uma ou duas pessoas, as pessoas não mudam. Negociações cautelosas fizeram chegar a esta conclusão. Isto será tão mais válido quanto mais tempo se tomar em conta. A partir da idade consciente de cada pessoa, os objectivos desta passam por certas coisas e por obter outras coisas e ainda por largar umas mais de forma a chegar ao fim da linha com o futuro que se pretendeu.
A previsibilidade do pretendido torna uma vida dita normal em algo fútil. Quer-se uma casa, uma família, amigos estabilidade financeira e fica por aqui. Vem o caos e o que mais valia era ir mesmo tudo por água abaixo, pois não se saberá o que fazer quando se tem o que se pretendeu e por motivos alheios isso desaparece. Que fraqueza tremenda estar dependente do bem-estar e da monotonia diária.

Lá está! Isto sou eu que não percebo nada disto...

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Relatividade e aparência

Na cidade a vida é uma correria. As pessoas correm, têm pressa, stressam. Não percebem que, na sua correria, perdem muito daquilo que poderiam ganhar se fossem pacientes, diria até mesmo expectantes. Há sentimentos, cores, sabores, cheiros que não podem ser captados por quem passa a vida no frenesim rotineiro da sua vida. Acordar tarde, acordar muito cedo, não cumprir horários, almoçar ora ao meio-dia em ponto, ora à uma e meia, ora às três, trabalhar até mais tarde, sair mais cedo do trabalho, faltar, dar um sábado, não alternar, pois alternar é uma rotina, apesar de apresentar um ciclo mais amplo, ir de carro, ir a pé, ir de transportes públicos, não ir, tudo pode mudar uma vida não só pelo mais óbvio, como até pelo que passa despercebido à maior parte das pessoas, mas que ninguém pode dispensar. Isto é, os sentimentos. Mas lá está, as pessoas têm pressa. Têm pressa de ir para o túmulo. Depois olham para trás e vêm que afinal não fizeram o que queriam porque não tiveram tempo. Não falo das ambições impossíveis, falo sim de gestos e sentimentos que deixam de ser realizados e vividos. Há que saborear os momentos que valem a pena. Dos que não valem, é fugir a sete pés. O que não vale para mim pode valer para outro e essa é uma das coisas que é mais apreciável nesta vida. É maravilhoso saber que as bananas não vão deixar de ser comidas só porque eu não gosto. Que os meus amigos não vão ficar sozinhos só porque eu sou heterossexual. Ou até que vão ficar sozinhos, porque simplesmente querem e são felizes assim.
Na cidade as pessoas ligam demasiado às aparências. Repara-se se alguém está roto, se está mal vestido, se está nu, se cheira mal dos pés, das mãos, da cabeça, do sovaco, se tem pêlos onde eticamente não devia, se tem o cabelo curto, com um corte diferente, comprido até aos pés, ou só pelos ombros, se caminha direito, torto, se tem as duas pernas ou só uma ou até nenhuma, se é estudante, desempregado, tem um emprego duro, tem um emprego leve. Dá-se mais valor ao acessório do que ao essencial. Ninguém está preocupado se o indivíduo está doente, se é pobre, se tem frio, se tem fome, se precisa de ajuda, se é igual a toda a gente apesar da sua diferença, se está deprimido, se quer desaparecer do mapa. A política usada é a de justificar a situação dando definições arcaicas dentro do que é politicamente correcto. É o vagabundo, o ladrão, o indigente, o malandro, o coitado, o deficiente, o anti-social, o carrancudo, o trafulha. Esquece-se facilmente que os outros têm sentimentos e que não se está livre de se padecer posteriormente da mesmas maleitas. Dá-se aquilo que não se precisa. Não se confia, pois a confiança é algo que só funciona mutuamente. Se não se confia no outro, esse outro não confia em nós. Se se confia no outro e o outro confiar em nós, tudo bem. O medo das pessoas é confiar e isso não ser recíproco. Pode arcar com sérios problemas só porque confiou em quem não devia.
Na cidade... O problema é que a cidade nem sempre é uma cidade.

Lá está! Isto sou eu que não percebo nada disto...

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

A inteligência

Dada a frequência enorme de visitantes neste menosprezado blogue, fico muito à vontade para escrever o que bem me apetecer. Sei bem que certas palavras dariam para objectar este blogue nas procuras dos utilizadores de sites de busca, nomeadamente o gigante Google ou então a Yahoo!, isto só para citar os mais usuais, mas o meu objectivo já não passa por atrair a atenção de todos. Há quem faça esse post e obtém um número elevado de visitas. Não os critico, até porque a ideia é boa. Pode não ser moralmente aceitável, mas quem liga à moral hoje em dia? Já no meu tempo tinha-se aulas de Moral (EMRC) só para se participar nos passeios-convívio organizados todos os anos. As notas dessas aulas também não correspondiam aos objectivos alcançados (nenhum ou quase nenhum, a meu ver) e por isso é que não há interesse nenhum em respeitar a mesma moral, seja ela oriunda de crença religiosa ou não. O que faz com que exista moral é tão simplesmente a mesma coisa que faz com que os humanos sejam os seres mais especiais do planeta. Algo denominado inteligência. Pode muito bem achar-se que se é inteligente por usar o instinto para benefício próprio, mas é apenas quando há a partilha e a observância pelo ser inferior sem denegrir-lhe a imagem que a inteligência vale a pena. Óbvio que admitir que há seres inferiores é sinal de falta de altruísmo e por si só é um denegrir a imagem, mas julgar os outros também o é. Entro agora numa redundância de auto-culpabilização sem fim que me levaria mais uma vez a níveis depreciativos dentro dos quais a produção baixa e a inteligência se mostra reduzida.
A inteligência é algo que nasce com o indivíduo e não me digam que não é qualquer um que revela grandes níveis de inteligência, porque tal afirmação não é válida. A inteligência não é como um dedo ou uma pedra. Estes podem ser grandes, pequenos, com marcas, entre outras características diversas. A inteligência é como a linguagem informática binária. Ou é 0 ou é 1. Ou se tem ou não se tem. Diz-me agora alguém chocado: Errado! Um indivíduo pode ser muito inteligente ou pouco inteligente. Eu digo também, mas calmo: Errado! Isso foram simplificações. Um indivíduo ou é ou não é inteligente. Diz-se que é muito inteligente quando apresenta uma elevada capacidade memorial ou racional. Mas aí então os elefantes seriam muito inteligentes. E eu lamento muito desiludir alguém, mas os elefantes não são de todo inteligentes. A inteligência é mesmo própria dos humanos, quer queiram, quer não. E nem todos os humanos a possuem, infelizmente. O clique que cada humano tem para usar capacidades de forma regrada é que nos torna inteligentes. O instinto tem prendido muitos humanos, que em vez de reagirem com inteligência, preferem agradar-se momentaneamente, trazendo assim problemas de consciência a si mesmos.
Existem portanto dois caminhos. O primeiro faz o retorno à ignorância, apesar de trazer imensos prazeres imediatos. O segundo leva à felicidade plena e à perfeição. O mundo de hoje, em grande parte, segue pelo primeiro caminho. O mais grave é que pensam que o destino é o mesmo que o do segundo. Como todos estão enganados!...

Lá está! Isto sou eu que não percebo nada disto...

sábado, 24 de julho de 2010

Hora de acabar com o que não existe

Nesta altura do campeonato dou comigo a pensar nos relacionamentos aos quais tenho posto fim por causa do enorme envolvimento (ironia!) que há. E o que ressurge são saudades. Saudades de algumas pessoas em particular, mas também de algumas coisas que ficaram para trás. Analisando por completo acho que agora as coisas estão melhores, mas predomina o pensamento de saudosistas que dizem "só queria ter metade da idade e saber o que sei hoje!". Eu também gostava de ter metade da minha idade e saber algumas coisas que sei actualmente. Outras porém não precisava de saber. Há dez anos atrás haviam situações desagradáveis, mas o mundo era perfeito. A inocência imperava e fazia-nos pensar que pessoas que nos magoavam e até metiam medo tivessem algo de bom por dentro. Agora sei que têm e isso é que me atemoriza. É que as coisas quando são e são, tudo bem. Quando não são e não são mesmo, melhor ainda. Agora quando são, mas até que podem não ser ou não são, mas no fundo são, são terrificantes. Uma pessoa faz mal, ignora, maltrata, aterroriza outra e depois vê-se que afinal também gosta, sente, adora por vezes até essa pessoa. Às vezes até venera e idolatra, mas não deixa de fazer o mal. É mais forte do que ela, diz. Mas com estes posso eu bem. Agora com pessoas que amam e adoram e mais não sei o que, depois vê-se que não é verdade, que no fundo é uma maneira de aproximação para criticar e denegrir o outro, essas deixo para as feras. Que os devorem e lancem no fogo até que as suas cinzas voem com o vento e vão depositar-se bem longe de forma a não contaminar a terra e as águas. Por estes motivos é que tento agora definir coisas, apesar de ser muito difícil. Mas o que é indefinido também é bom, claro. A diferença é que agora há sentimentos que apenas serão realizáveis com certezas e terá de ser mesmo assim.

Lá está! Isto sou eu que não percebo nada disto...

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Tudo por decidir...

Nesta fase do campeonato nada se encontra decidido. É o FC Arouca que nunca mais sobe à Liga de Honra, é a selecção portuguesa de futebol que nunca mais começa o Campeonato do Mundo, são outras decisões que não são tomadas nem sei por quem, nem sei porquê. Aquilo que eu sei é que nada sei, tal como Sócrates dizia armado em ignorante. Este filósofo (não é, como poderiam pensar, o técnico civil que, por acaso, também é Primeiro-Ministro de Portugal), talvez por preguiça dizia isto, mas é claro que vieram outros que disseram: ah não! o que ele queria dizer era... e um homem que talvez tenha dito aquilo num dia menos bom achou que afinal talvez quisesse dizer algo mais e procurou fundamentar aquilo bem fundamentado, tornando-se assim filósofo. Não é que um filósofo na altura ganhasse bem a vida, mas tinha posição social, quanto mais não seja por ser diferente. Agora eu também podia dizer algo do género, tipo o Sol traz a chuva. Qualquer leitor do seu perfeito juízo ia dizer: o homem enlouqueceu!, mas eu já tinha tudo preparado e claramente justificado. Então diria que o Sol é responsável pela evaporação. Esse vapor de água, quando chega a uma camada da atmosfera, que agora não me interessa saber o nome, que é mais quente que esse vapor de água, faz com que este se transforme em nuvens. Essas nuvens são as responsáveis pelas chuvas. Como? Ao chegarem a algum local de depressão, são obrigadas a descer em altura para uma zona da camada acima não mencionada mais fria fazendo com que estas se precipitem porque o vapor de água ao arrefecer fica líquido. Se não for assim, não estou preocupado, alguém de boa vontade me corrigirá. O que eu queria mesmo era pensar na chuva, já que, nesta altura do campeonato, está um calor que nem se pode. Quando a chuva vier pensarei no Sol, espero.

Lá está! Isto sou eu que não percebo nada disto...

sexta-feira, 23 de abril de 2010

De regresso (réplicas) II

"Andava eu atrás dela...", não!
Andava eu feliz e contente na minha vidinha sem valor, quando algo me deixa sem palavras, coisa que não é difícil dada a timidez mórbida da qual padeço. Mas eu até que tenho sentido da palavra e digo por vezes coisas que até nem devia dizer, com medo de represálias ou mágoa no outro (lá está a timidez de novo). Pensava eu que seria algo de relativamente insignificante, quando me deparo então com algo pavoroso e desolador, cuja definição é apenas e só impotência, pois queria fazer tudo e não podia fazer nada. Mentes perversas aquelas que pensam só que a impotência está associada ao disfuncionamento do órgão genial masculino. Neste caso, de boa saúde (relativamente), não podia agir em conformidade. As circunstâncias não deixavam, o tempo não volta atrás, o amor é forte, mas nem sempre chega em boas condições a quem o bem merece. Eu amo-te e não posso estar ao teu lado! Note-se que eu, a princípio não ia dizer coisas que mexessem com sentimentos do foro pessoal, mas este caso de que falo é muito mais importante do que simples parvoíces. Também a meu favor tenho ali, como assinatura, Liano DriMi, o que, a meu ver, me dá direito de escrever o que me apetecer. Por último, ninguém disse: "Ah e tal, Liano, tu até que és um gaijo porreiro, mas não ponhas aqui sentimentos implícitos." nem algo do género, logo eu continuo a poder escrever o que me apetece. Resta-me dizer que é a lei da vida, que não vou cantar a música "Alive" dos Pearl Jam como ironia de pessoas que não deviam nunca falecer fazerem-no e que te desejo muita força! Tu bem sabes quem és!

Lá está! Isto sou eu que não percebo nada disto... +

PS: Quando leres isto, se algum dia leres, diz-me só que estás bem... beijinho minha gémea génia!

domingo, 28 de março de 2010

De regresso (réplicas)

Estava difícil de arranjar um tempo para escrever e é logo numa noite, na noite do dia mais curto do ano que o faço. Os caros leitores devem ter achado que menti da outra vez ao ter dito que voltava para não mais abandonar e vai-se a ver passam quase dois meses sem qualquer assunto puxado ou palavra sequer dita. Na verdade não menti. Eu não prometi nada, tento até nunca prometer de forma a não causar um sentimento desagradável naquele que expecta algo da minha parte e depois não o obtém. Não prometer, como em tudo na vida, tem vantagens e desvantagens. Mesmo que não as tenha, elas aparecerão. Não comprometer-se garante, como disse, abstenção segura. Por outro lado faz com que se possa ter mais espaço psicológico para definir prioridades. Isso ajuda a organizar a vida. O problema de não se comprometer reside no facto de o outro se saturar de não poder esperar nada vindo do primeiro outorgante o que faz com que o segundo deixe de contar com o primeiro. Ora isto é demasiado mau, pois o primeiro quererá participar nos eventos realizados pelo segundo e nem deles terá notícia. Tal como diria o treinador de renome que foi campeão nacional da primeira divisão portuguesa de futebol no ano de 2001 pelos axadrezados do Boavista FC, Jaime Pacheco, "isto é, como se diz, uma faca de dois legumes...". De qualquer forma, se o segundo interveniente for paciente, podem surgir grandes coisas da interacção de ambos e é isso que motiva as pessoas a viverem e a correlacionarem-se. Já se sabe que eu gostava mais de ser rotineiro nas minhas acções, mas a rotina causa stress e o stress impede a livre espontaneidade e o desenvolvimento das acções que, por si só, são importantes à realização pessoal ou colectiva.

Lá está! Isto sou eu que não percebo nada disto... (até já estava com saudades de assinar estas palavras...)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

De regresso

Pareço agora alguém que volta de férias, mas não é o caso. Pareço também alguém que fez uma viagem longa e que voltou à sua vidinha. Também não é disso que se trata. Ou ainda um emigrante que já não vem à terra natal há um ano, mas nem sou isso, nem esta é a minha terra natal. Digamos antes que é a terra onde passei mais tempo até agora. Talvez não o seja por muito tempo, ou talvez o seja. O futuro ainda está ao virar do segundo e não o deixará de estar nem que se faça greve ou se faça uma revolução com ou sem sangue. Isso só mudaria caso se fizesse alguma mudança linguística no nosso português. Enquanto isso não acontecer, o futuro será como uma semi-recta com limite à esquerda (convencionou-se ser da esquerda para a direita a contagem do tempo) do presente sabendo-se de antemão que o presente não existe mais do que um instante. O passado, esse é o inverso do futuro, exceptuando o presente. Não se tirem porém ilações imediatas quanto ao que deveria ser o futuro em contraposição com o passado. Claro que alguns aspectos passados não são passiveis de repetição, outros não convêm que se repitam e outros até não teriam a mesma sequência lógica, caso fossem repetidos. Mas outros, logicamente, seriam a opção acertada para o futuro. Saber quais, isso depende de cada um e dos objectivos e planos traçados para si.
Como é de reparar, eu divago demasiado e, por isso, perco-me nos assuntos. Aquilo que queria dizer era apenas que estou de regresso às crónicas, mas claro, é só quando tiver tempo. Penso que é compreensível.
Outra coisa, a força está onde menos se espera. Eu por vezes até fico admirado com algumas forças e paciência que possuo. O importante é aplicar racionalmente essa força e é aí que reside a dificuldade, por vezes. E é isso.

Lá está! Isto sou eu que não percebo nada disto...

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Inactividade nos blogues

Como já devem ter reparado, há mais de um mês que os blogues nos quais registo competências, capacidades, sentimentos, desejos, medos, angústias, sofrimentos, alegrias e outras coisas mais, estão parados. Isso deve-se a vários factores: primeiro, falta de vontade, segundo, falta de resposta destas telecomunicações, terceiro e grave, falta de correspondência e zelo por parte dos leitores, quarta, festividades a mais, quinta... é amanhã.
Dados os factos, torna-se urgente, a quem acha que este espaço tem algum interesse (este, o Letras Soltas e o Canelas no seu melhor), declarar um feedback positivo de modo a eu perceber se há quem se interesse por isto ou se escrevo para o balão. No caso de não receber nenhum feedback da parte dos leitores, terei isso em conta da próxima vez que pensar em escrever algo e procederei à utilização do Microsoft(R) Office(TM) Word(R) para tal efeito.

Grato pela compreensão.

Lá está! Isto sou eu que não percebo mesmo nada disto...

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Onde é que está o Natal???

Facilmente dá-se conta da época que se avizinha (pois, ainda se avizinha) mais ou menos a meados de Outubro, pois nesta altura já não há vantagem em tentar impingir livros e outras tralhas escolares aos miúdos. Simplesmente não funciona. Espertamente, as superfícies comerciais mudam de alvos, dirigindo as setas publicitárias a todos aqueles que partilham a noção sem noção de que se aproxima o Natal. É claro, quase como água, que estas referidas entidades fazem muito bem. Estão a "vender o seu peixe" e o mercado é duro. Cada segundo conta. E por isso começam a fazê-lo logo quando podem. Até aqui, tudo bem, relativamente. O pior começa quando se desfaz o verdadeiro significado destes tempos natalícios. Ora o Natal é uma palavra que tem origem na palavra natividade e que quer dizer nascimento. Esta comemoração do dia 25 de Dezembro remonta já a tempos muito antigos, mas a noção de Natal surgiu apenas com os povos do Império Romano. Estes eram anteriores a Cristo e politeístas, logo não se pode directamente co-relacionar o Natal deles com o nosso. Mas que nascimento comemoravam eles então? O do Sol Invicto.
Como se sabe, a agricultura teve um papel muito importante na sociedade, tal como ainda tem apesar de muita gente não o ver, e as estações do ano relacionam-se directamente com esta, assim como todos os dias especiais que têm também derivação astronómica, isto é, as fases da lua, os equinócios e os solstícios. O solstício de Inverno, que é aquele dia que tem a menor exposição solar acima da linha do horizonte é no dia 20 de Dezembro, mas isto é agora que temos todos os meios para o determinar com exactidão. Na altura dos inventores do natalis solis invictvs era o dia 25 de Dezembro que determinava a altura em que as trevas eram derrotadas e surgia um Sol Invicto crescente de dia para dia.
Posterior a isto está a determinação de um dia que, obviamente, se trata de um dia qualquer entre Março e Setembro mesmo não havendo registo dele em qualquer lado, por na altura não acharem ser importante, que é o dia do Nascimento de Jesus. Quer queiramos, quer não, a data escolhida foi 25 de Dezembro precisamente por causa desse Sol Invicto que nascia para nós. "Nem a morte o venceu." Passaram então os cristãos a comemorar esta festividade dando-lhe o cariz de nascimento do menino Jesus.
A matriz da sociedade portuguesa quis também ter presente essa data e consagrou-a como feriado nacional de nome Natal. Mas não deixou as suas raízes cristãs de lado, pois considerou-o também como nascimento de Jesus.
Entretanto as pessoas começaram a importar costumes, como é o caso da troca de presentes, da árvore de Natal, das luzes, do pai Natal e de muitas outras coisas. Com o passar dos anos, estas tralhas todas foram aumentando e generalizando até que a maioria as deu como certas nas suas casas e nas suas vidas. A verdade é que se foram esquecendo os valores que vinham com o nascimento contínuo de Jesus tais como a amizade, o carinho, o perdão, a familiaridade, a alegria, a satisfação, a simplicidade. Tudo isto deu lugar à luxúria, à avareza, à gula, à raiva, ao medo, à frustração, à fraqueza, à intriga, à ganância, ao ódio e à indiferença. O que se ganhará com estas mudanças? Nada. Há uma forma de ter paz, mas lá está, chateia. "Ia agora eu dar-me bem com o vizinho do lado? Ele tem um carro melhor que o meu!" Transpondo isto para coisas maiores e temos mais que muitos motivos para desatar aos tiros uns com os outros. Agora dizem-me vocês: este tipo ia falar do Natal e acaba em guerras... Tudo bem. Eu volto ao assunto. O Natal não deveria ser feriado geral porque um muçulmano, um ateu ou qualquer outro para quem o Natal é um dia comum ficará a olhar para si com cara de estranho quando lhe dizem que hoje não tem de trabalhar por ser Natal. Perguntar-se-á o que significará tal coisa. É como um cristão chegar, por exemplo, ao dia de Ashurah e ser feriado. Fica sem saber o que comemora. Perde todo o sentido. Claro que ficará contente por ter esse dia de descanso, mas creio que será sem sentido nenhum.
Isto tudo está mal e a culpa é de todos nós que não dizemos uns aos outros qual o verdadeiro significado do Natal. Seja nascimento de Jesus, seja do Sol Invencível, o Natal é o nascimento e se esse nascimento for de paz verdadeira e de harmonia então "Feliz Natal!"

Lá está! Isto sou eu que não percebo nada disto...

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Taça é um copo alto...

Como o próprio título sugere, uma taça é de facto um copo bastante alto a que nem todos têm acesso. No último fim-de-semana tivemos provas disso, já que AA Coimbra, S Lisboa e Benfica e UD Leiria não fizeram o suficiente para passarem à fase seguinte. Mas a surpresa da eliminatória coube antes a outra formação, uns tais de AFC Lordelo, equipa militante na II Divisão Nacional - Zona Norte, que receberam, derrotaram e eliminaram o Leixões SC por 1-0. Ainda falta apurar uma equipa relativamente ao jogo entre a UD Oliveirense e o FC Porto jogo este que não se realizou por falta de condições do Campo de Batatas Carlos Osório... perdão! Estádio Carlos Osório. Lógico que o FC Porto não está habituado a cavar terra, o que remonta ao meu anterior post sobre enchadas e afins. Não iremos por aí. Continuando nas taças, a Carlsberg Cup (sem ácool, penso...) já tem grupos delineados para os quartos de final sendo que o grupo A é constituído por FC Porto, Portimonense SC, Leixões SC e GD Estoril-Praia. O grupo B conta com o SC Braga, o SC Portugal, a UD Leiria e o CD Trofense e o grupo C tem o S Lisboa e Benfica, o Vitória SC, o CD Nacional e o Rio Ave FC. Passarão os primeiros classificados de cada grupo e o melhor segundo (ou os que Lucílio Baptista determinar...). De notar que o Portimonense SC está nesta fase com nenhum golo marcado na fase anterior e dois pontos. Teve benefício de a sua média de idades do plantel ser menor que as de SC Beira-Mar e AA Coimbra. A taça é um copo alto, mas a da Liga é para a juventude. Isto dá que pensar, porque não convém que os jovens entrem numa de bebedeiras. Faz mal ao fígado e não só. Mas por outro lado, a Liga principal é Sagres (uma cerveja), a Taça da Liga é Carlsberg (outra cerveja), por este andar a Taça de Portugal deixa de ser Millennium (uns gatunos, ouvi dizer...) para passar a ser Super Bock (mais uma cerveja). De acordo com a lógica dos regulamentos da Taça da Liga, esta deveria chamar-se Champomy ou algo do género, mas nada contra.

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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Queiroz vai de certeza absoluta ao Mundial da África do Sul... excepto se não for...

Fontes muito próximas de Carlos Queirós confirmam. O seleccionador português está batidinho na África do Sul. Isto porquê? Porque é natural de lá e, muito provavelmente, tem vontade de lá voltar de vez em quando para relembrar as suas raízes. A dúvida que ainda persiste é se leva vinte e dois tipos com ele, equipa técnica e médica e auxiliares de vestuário. E também se será no próximo Verão. E ainda se estes dois factores se conjugarão. Ora para que isto aconteça, terá de a Selecção AA portuguesa obter algo do jogo de hoje frente à congénere da Bósnia e Herzegovina. Claro que não se trata apenas da Bósnia. O tramado disto é ser a Bósnia e Herzegovina. (Lógico que isto é só para alertar a comunicação social de um erro crasso que passa facilmente despercebido. Também se falava apenas em Sérvia e não em Sérvia e Montenegro. Vê-se agora que são dois países distintos. Quatro, aliás. Não, cinco. Sérvia, Montenegro, Albânia, F.Y.R. Macedónia e Kosovo. Duvido que o Kosovo já seja legalmente um país, mas enfim.) A juntar à festa na Bósnia e Herzegovina, está o palco do jogo. O estádio é relativamente degradado e de dimensões relativamente reduzidas. O campo, esse está bem preparado para a sementeira das batatas. A dificuldade está em esta ser em Março e não em Novembro. Fora isto, está perfeito! Acredito que uma enxada nas mãos de alguns dos seleccionados lhes iria fazer maravilhas. Tira peneiras, traz humildade, obriga a dar o litro e daria sempre material para revistas cor-de-rosa e não só. Voltando ao assunto da África do Sul, ou melhor, do play-off da UEFA de qualificação para o Campeonato Mundial de Futebol da FIFA de 2010, que se irá realizar na África do Sul, a selecção portuguesa tem muitas hipóteses de se qualificar, mas o problema não está aí. O problema está em haver hipóteses de não se qualificar. Estas já se deveriam ter esgotado. Mas convenhamos, Portugal e a sua selecção não são os mesmos sem um sofrimento até às últimas. "In Portugal the extra time is the best part of the game!" Digamos que é o fado luso...

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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Empate entre arsenalistas e águias

No jogo (de pugilismo) entre SC Braga e S Lisboa e Benfica, houve um domínio de ambas as partes com leve vantagem para o lado dos de Braga, que encetaram diversos socos e estaladões nas caras da equipa contrária. O S Lisboa e Benfica respondeu a preceito com socos e pontapés e alguns empurrões. Tudo começou quando Ángel Di Maria, um jogador dos encarnados, pontapeou a bola contra o banco de suplentes da equipa arsenalista e cuspiu na direcção do mesmo banco ainda que a uns oito metros dali. Claro que a resposta não se fez esperar, já que as bolas eram novas e custam dinheiro e o banco não era para estragar, e sabe-se também que a relva reage mal à saliva humana. Tudo isto junto fez a bolha rebentar e o resultado foi algo que nem os seguranças da 2045 nem mesmo os polícias que se encontravam no local conseguiram parar. O resultado do jogo (de futebol) foi favorável ao SC Braga em 2-0.
No dia seguinte, os adeptos leoninos quiseram seguir as pisadas, mas a cópia não excedeu o original.

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