quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Natureza

Encontro-me agora em boa companhia, ou recordo-me desse momento, a ver o céu azul e as árvores verdes

Férias ou impossibilidade mesmo

As minhas opiniões também merecem férias, mas não é por isso que as coisas a dizer não têm sido ditas. O amadurecimento da vida neste mês passado é que me limitou a não dizer o que penso. Vontade não falta, mas acontece não ter possibilidade de o partilhar por não se ter meios disponíveis na altura em que estes estão a ocupar a mente. Trabalha-se nove horas e dorme-se sete. As restantes oito são para: viajar de e até casa, logo menos meia hora; comer, menos duas horas; namorar, menos quatro horas; cuidar da higiene, menos meia hora. Sobra apenas uma hora para executar as necessidades, olhar para o balão e, claro, vir postar algo. Se me equivoquei nos cálculos e só agora repararam apenas porque eu disse, lamento, mas não padecem de sobre-dotação mental. É triste, mas acontece. Se acontece aos melhores, não há-de acontecer aos piores, pergunto-me. Por isso é que a impossibilidade mesmo é algo que está um nível acima e que a um ser comum é imperceptível. Eu sei que este post vai parecer muito estranho, insano até, mas eu tinha de escrever e escrever sobre coisas à deriva também é interessante. Pelo menos faz mexer os dedos. Ao menos isso.

Lá está! Isto sou eu que não percebo nada disto...


domingo, 17 de julho de 2011

O tempo

"Amanhã estará bom tempo". Quem disse que o meu bom tempo corresponde na sua totalidade ao bom tempo da pessoa que diz isso? Eu até posso gostar de chuva e aí o meu bom tempo ser aguaceiros em Portugal continental e nas ilhas. Tudo se torna subjectivo quando sabemos que nenhum cérebro no mundo pensa exactamente igual a outro. Mas não é do tempo da meteorologia que eu queria falar. É antes do tempo que mede os segundos, os minutos, as horas, os dias, as semanas, os meses, os anos, as décadas, os séculos, os milénios. Esse é tão escasso que nem que seja bem aproveitado, tal como os mentores e os admiradores do "Carpe Diem" idolatram, chega. O mais estranho é que por vezes sentimos que o tempo não passa, mas o que é certo é que quando analisamos o tempo decorrido vemos que as alterações foram tantas que nem deu para saboreá-las. Às vezes penso também em todos os locais, em todas as imagens, em todas as músicas, em todo o tipo de coisas com uma determinada quantidade de espécimes e vejo que toda a vida não é suficiente para adquirir todas as experiências possíveis e imaginárias de adquirir. Vê-se mais em coisas que levam tempo como são exemplo as músicas e os filmes. Quantas músicas existem ao todo? Quantas virão a existir? Quantos filmes foram lançados? Quantos estão a ser planeados? Quantos ainda nem foram pensados? Ora um filme ou uma música localizam-se num intervalo de tempo. Uma música pode conter em média três minutos de sons agradáveis ou não. Um filme pode chegar à hora e vinte ou até há os que têm três horas e meia de duração. Olhando a isto, torna-se impossível ver todos os filmes que existem ou ouvir todas as músicas do mundo. E há até músicas que se ouvem vezes sem conta e os filmes que não paramos de repetir por nos deixarem emocionados ou por nos despoletarem a adrenalina que nos faria correr o mundo caso fossemos nós que estivéssemos na tela ou até porque contém aquelas imagens repugnantes ou ainda porque são agradáveis à vista por abordarem certos aspectos que a vida contém e que são deveras apreciáveis até para quem ainda não experimentou. Assim sendo, a odisseia de correr contra o tempo nunca é ganha e nem um segundo de tempo é possível de ser aproveitado como bem nos apetece, porque temos sempre algo que nos manda fazer esta ou aquela coisa, nem que esse chefe seja o nosso próprio coração que, como se sabe, não tem sentimentos, apesar de os associarmos a ele.

Lá está! Isto sou eu que não percebo nada disto... sem muito tempo para mais.

sábado, 4 de junho de 2011

Mais do mesmo

Amanhã, mais do mesmo. Estaremos perante novas eleições para a Assembleia da República e, acreditem ou não, não iremos escolher o primeiro ministro de Portugal nem sequer o governo do mesmo. Nunca foi assim e não ia ser agora, que não houve nenhuma alteração ao sistema eleitoral, que isso iria mudar. Trata-se portanto de eleger os deputados que irão representar cada uma das pessoas do país, mas cada cidadão só pode eleger no distrito ao qual o seu círculo eleitoral pertence. Está cada eleitor assim vedado a apenas uns quantos indivíduos que pode conhecer ou até não, sendo esta última hipótese um pouco lamentável, não por culpa de quem deve escolher, mas antes por lacuna do que precisa do tão carecido voto.
Ainda atónitos do que falei acima e sem terem apanhado nenhuma das palavras seguintes, eu explico teoricamente, pois na prática não posso fazê-lo caso me apeteça exemplificar concretamente as situações. Ora, imaginemos que um partido, a nível nacional, obtém uma maioria clara segundo a qual não seria preciso fazer aliança pós-eleitoral alguma, mas que em determinado distrito, no qual o seu "cabeça de lista" e dirigente do partido (não necessariamente) se candidata, não consegue eleger um único deputado. Esse tal candidato não pode pertencer à Assembleia da República e, por conseguinte, não tem legitimidade para pertencer ao futuro governo, muito menos para ser o primeiro ministro. Isto porque apenas se elegem os deputados. O partido ou partidos que têm maior representação parlamentar é que depois irão formar um governo (não tão linearmente, mas nesta linha) e depois disto é que esse governo toma assento parlamentar, tal como o presidente da Assembleia e respectivos secretários.
Posto isto, amanhã cada um saiba que estará a votar para eleger 216 pessoas e não 15 ou 20, fazendo isto alguma diferença.

Lá está! Isto sou eu que não percebo nada disto...

sábado, 28 de maio de 2011

Memorando

Vamos la de esclarecer isto!Afinal o que quer dizer o "Está lá em cima...".Quer dizer única e simplesmente uma coisa:o tipo, a pessoa, esse "ente querido" está vivo!(Parece que agora é que o pessoal ficou com um nó na cabeça)O que isto quer dizer é que essa pessoa, apesar de ter falecido, que por acaso é o contrário de desfalecido e, como sabem, desfalecer é enfraquecer, perder as forças, esmorecer, por outro lado falecer deve ser ganhar vida, forças e por aí adiante, ela está viva na memória das pessoas e isso é que é o ressuscitar dos mortos como Ele disse:"Destruirei este templo e o reconstruirei em três dias". O que Ele quis dizer com isto? Vai deitar abaixo um templo que é uma obra grande e que demora tempo a reconstruir e Ele fá-lo em três dias?Não. O que Ele quis dizer foi que, e aí é que se vê quem é o rei, passados três dias(número simbólico que significa perfeição) todos se recordariam d 'Ele, depois de morrer.E de facto isso tornou-se realidade!Mas voltando ao assunto do Paulo, o "cima" quer apenas dizer lembrança, memória e "a sorrir" significa que a pessoa só se recorda dos momentos em que essa pessoa esteve lá, esteve bem, esteve feliz,e, por isso, a sorrir.Quanto ao Céu e ao Inferno, podia estar a entrar aqui noutra temática que era digna de outro tópico, mas posso explica-lo resumidamente.As pessoas têm boas acções e isso reflecte-se no que os outros, no futuro, irão pensar delas e é aí que entra a noção de Céu ou de Inferno.Isto só era necessário ao escrever a bíblia ou outros livros da mesma índole literária, desde que dirigidos aos judeus, israelitas(o.m.q.) ou semitas, porque estes apenas compreendem as coisas por símbolos, mas compreendem-nas, ao contrário dos medievais que, para atraírem as pessoas para a igreja lhes metiam medo dizendo essas barbaridades.Agora os tempos são outros e as pessoas já não deveriam sentir essa necessidade de acreditar em Céu e Inferno e simplesmente viver a vida de forma a não prejudicar os outros e, com isso, serem felizes!

Por Liano driMi in http://grupinh0.blog.com/

Lá está! Isto sou eu que não percebo nada disto...

terça-feira, 19 de abril de 2011

Ambição

Quero, posso e mando, tem sido o mote de muito boa gente como forma de obter louros mesmo que sem qualquer mérito. Esta trilogia, tal como em tudo na vida, bom, quase tudo, para ser bem aceite, tem de ser vivida moderadamente, pois caso não o seja, corre-se o risco de se ter problemas, sejam eles físicos ou psicológicos. A ambição desregrada de diversos dirigentes ao longo da história levou a que estes ficassem inscritos no lado sombrio da mesma e não partilhassem da chamada vida eterna que outras pessoas de melhor memória obtiveram. Eles de certa forma também prolongaram as suas vidas e até influenciam atitudes de pessoas mal intencionadas, mas os exemplos que devem ser seguidos em nada estão relacionados com os parâmetros adoptados em vida por esta elite de malfeitores.
Uma boa forma de se escapar ao destino malfadado da má memória é viver a sua vida em paz e harmonia com os outros não querendo para si mais do que aquilo que se possa ter. Tentar evitar os confrontos, que são, por mais pequenos que sejam, os geradores das principais discórdias de cada sociedade. Caso tenham de ocorrer estes confrontos, que sejam realizados com base no diálogo e na negociação e não por imposição da força. Querer mais do que se tem direito é uma forma ilegítima de criar conflitos e por sua vez confrontos. Por vezes tem de se ceder numas coisas para poder ganhar outras. Convém que se ceda nas coisas sem importância e se ganhe as mais importantes para gáudio próprio. Caso contrário, acontecerá um sentimento depreciativo quando se se aperceber que se perdeu aquilo que nos faz mais felizes e pelo qual se devia ter lutado. Por mais valiosa que uma coisa seja, não pode ser trocada seja por que pessoa for. As pessoas não têm preço, apesar de a maioria poder ser comprada...

Lá está! Isto sou eu que não percebo nada disto...

sábado, 9 de abril de 2011

Mudanças

Diz-se que está tudo igual para não se ter de descrever todas as alterações que decorreram entretanto a alguém que passa por nós na rua e pergunta: "Olá, tudo bem? Novidades?". É uma maneira fácil de fugir dos problemas, esta. Quer dizer, se é que se tem problemas. Mas se por um lado algumas coisas estão bem, outras estão mal e outras não estão ou estão por definir. Vejamos. Uma pessoa pode ter uma boa situação financeira e não ter o melhor desempenho emocional e nem sequer saber o que quer para si afectivamente. O contrário também. Pode-se até afirmar que há dois principais focos de bem-estar, o profissional e o emocional. Quanto ao profissional, no mundo actual, o geral é querer-se estar na profissão que se deseja sendo bem remunerado e tendo tudo aquilo a que se julga ter direito por se ter nascido em determinado tipo de cultura. A nível emocional quer-se obter tudo o que a pessoa a quem se ama nos pode dar. Aqui o objectivo comum dos dois níveis é obter o máximo de bom e o mau que fique para os outros, pois nem quero saber. Apesar deste querer, desconheço com efeito alguém que obtenha ambos os pólos satisfeitos, por isso é que não quero saber de os satisfazer. Claro que nem me preocupa a falta de ambição. Quem quiser que morra ambicioso, porque eu não pretendo nada que não possa ter. A vida é mais do que coisas ou devia ser.
O que mudou? Nem sempre corresponde ao que devia mudar. Mas como já tinha praticamente acertado em concertação social com uma ou duas pessoas, as pessoas não mudam. Negociações cautelosas fizeram chegar a esta conclusão. Isto será tão mais válido quanto mais tempo se tomar em conta. A partir da idade consciente de cada pessoa, os objectivos desta passam por certas coisas e por obter outras coisas e ainda por largar umas mais de forma a chegar ao fim da linha com o futuro que se pretendeu.
A previsibilidade do pretendido torna uma vida dita normal em algo fútil. Quer-se uma casa, uma família, amigos estabilidade financeira e fica por aqui. Vem o caos e o que mais valia era ir mesmo tudo por água abaixo, pois não se saberá o que fazer quando se tem o que se pretendeu e por motivos alheios isso desaparece. Que fraqueza tremenda estar dependente do bem-estar e da monotonia diária.

Lá está! Isto sou eu que não percebo nada disto...

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Relatividade e aparência

Na cidade a vida é uma correria. As pessoas correm, têm pressa, stressam. Não percebem que, na sua correria, perdem muito daquilo que poderiam ganhar se fossem pacientes, diria até mesmo expectantes. Há sentimentos, cores, sabores, cheiros que não podem ser captados por quem passa a vida no frenesim rotineiro da sua vida. Acordar tarde, acordar muito cedo, não cumprir horários, almoçar ora ao meio-dia em ponto, ora à uma e meia, ora às três, trabalhar até mais tarde, sair mais cedo do trabalho, faltar, dar um sábado, não alternar, pois alternar é uma rotina, apesar de apresentar um ciclo mais amplo, ir de carro, ir a pé, ir de transportes públicos, não ir, tudo pode mudar uma vida não só pelo mais óbvio, como até pelo que passa despercebido à maior parte das pessoas, mas que ninguém pode dispensar. Isto é, os sentimentos. Mas lá está, as pessoas têm pressa. Têm pressa de ir para o túmulo. Depois olham para trás e vêm que afinal não fizeram o que queriam porque não tiveram tempo. Não falo das ambições impossíveis, falo sim de gestos e sentimentos que deixam de ser realizados e vividos. Há que saborear os momentos que valem a pena. Dos que não valem, é fugir a sete pés. O que não vale para mim pode valer para outro e essa é uma das coisas que é mais apreciável nesta vida. É maravilhoso saber que as bananas não vão deixar de ser comidas só porque eu não gosto. Que os meus amigos não vão ficar sozinhos só porque eu sou heterossexual. Ou até que vão ficar sozinhos, porque simplesmente querem e são felizes assim.
Na cidade as pessoas ligam demasiado às aparências. Repara-se se alguém está roto, se está mal vestido, se está nu, se cheira mal dos pés, das mãos, da cabeça, do sovaco, se tem pêlos onde eticamente não devia, se tem o cabelo curto, com um corte diferente, comprido até aos pés, ou só pelos ombros, se caminha direito, torto, se tem as duas pernas ou só uma ou até nenhuma, se é estudante, desempregado, tem um emprego duro, tem um emprego leve. Dá-se mais valor ao acessório do que ao essencial. Ninguém está preocupado se o indivíduo está doente, se é pobre, se tem frio, se tem fome, se precisa de ajuda, se é igual a toda a gente apesar da sua diferença, se está deprimido, se quer desaparecer do mapa. A política usada é a de justificar a situação dando definições arcaicas dentro do que é politicamente correcto. É o vagabundo, o ladrão, o indigente, o malandro, o coitado, o deficiente, o anti-social, o carrancudo, o trafulha. Esquece-se facilmente que os outros têm sentimentos e que não se está livre de se padecer posteriormente da mesmas maleitas. Dá-se aquilo que não se precisa. Não se confia, pois a confiança é algo que só funciona mutuamente. Se não se confia no outro, esse outro não confia em nós. Se se confia no outro e o outro confiar em nós, tudo bem. O medo das pessoas é confiar e isso não ser recíproco. Pode arcar com sérios problemas só porque confiou em quem não devia.
Na cidade... O problema é que a cidade nem sempre é uma cidade.

Lá está! Isto sou eu que não percebo nada disto...

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

A inteligência

Dada a frequência enorme de visitantes neste menosprezado blogue, fico muito à vontade para escrever o que bem me apetecer. Sei bem que certas palavras dariam para objectar este blogue nas procuras dos utilizadores de sites de busca, nomeadamente o gigante Google ou então a Yahoo!, isto só para citar os mais usuais, mas o meu objectivo já não passa por atrair a atenção de todos. Há quem faça esse post e obtém um número elevado de visitas. Não os critico, até porque a ideia é boa. Pode não ser moralmente aceitável, mas quem liga à moral hoje em dia? Já no meu tempo tinha-se aulas de Moral (EMRC) só para se participar nos passeios-convívio organizados todos os anos. As notas dessas aulas também não correspondiam aos objectivos alcançados (nenhum ou quase nenhum, a meu ver) e por isso é que não há interesse nenhum em respeitar a mesma moral, seja ela oriunda de crença religiosa ou não. O que faz com que exista moral é tão simplesmente a mesma coisa que faz com que os humanos sejam os seres mais especiais do planeta. Algo denominado inteligência. Pode muito bem achar-se que se é inteligente por usar o instinto para benefício próprio, mas é apenas quando há a partilha e a observância pelo ser inferior sem denegrir-lhe a imagem que a inteligência vale a pena. Óbvio que admitir que há seres inferiores é sinal de falta de altruísmo e por si só é um denegrir a imagem, mas julgar os outros também o é. Entro agora numa redundância de auto-culpabilização sem fim que me levaria mais uma vez a níveis depreciativos dentro dos quais a produção baixa e a inteligência se mostra reduzida.
A inteligência é algo que nasce com o indivíduo e não me digam que não é qualquer um que revela grandes níveis de inteligência, porque tal afirmação não é válida. A inteligência não é como um dedo ou uma pedra. Estes podem ser grandes, pequenos, com marcas, entre outras características diversas. A inteligência é como a linguagem informática binária. Ou é 0 ou é 1. Ou se tem ou não se tem. Diz-me agora alguém chocado: Errado! Um indivíduo pode ser muito inteligente ou pouco inteligente. Eu digo também, mas calmo: Errado! Isso foram simplificações. Um indivíduo ou é ou não é inteligente. Diz-se que é muito inteligente quando apresenta uma elevada capacidade memorial ou racional. Mas aí então os elefantes seriam muito inteligentes. E eu lamento muito desiludir alguém, mas os elefantes não são de todo inteligentes. A inteligência é mesmo própria dos humanos, quer queiram, quer não. E nem todos os humanos a possuem, infelizmente. O clique que cada humano tem para usar capacidades de forma regrada é que nos torna inteligentes. O instinto tem prendido muitos humanos, que em vez de reagirem com inteligência, preferem agradar-se momentaneamente, trazendo assim problemas de consciência a si mesmos.
Existem portanto dois caminhos. O primeiro faz o retorno à ignorância, apesar de trazer imensos prazeres imediatos. O segundo leva à felicidade plena e à perfeição. O mundo de hoje, em grande parte, segue pelo primeiro caminho. O mais grave é que pensam que o destino é o mesmo que o do segundo. Como todos estão enganados!...

Lá está! Isto sou eu que não percebo nada disto...

sábado, 24 de julho de 2010

Hora de acabar com o que não existe

Nesta altura do campeonato dou comigo a pensar nos relacionamentos aos quais tenho posto fim por causa do enorme envolvimento (ironia!) que há. E o que ressurge são saudades. Saudades de algumas pessoas em particular, mas também de algumas coisas que ficaram para trás. Analisando por completo acho que agora as coisas estão melhores, mas predomina o pensamento de saudosistas que dizem "só queria ter metade da idade e saber o que sei hoje!". Eu também gostava de ter metade da minha idade e saber algumas coisas que sei actualmente. Outras porém não precisava de saber. Há dez anos atrás haviam situações desagradáveis, mas o mundo era perfeito. A inocência imperava e fazia-nos pensar que pessoas que nos magoavam e até metiam medo tivessem algo de bom por dentro. Agora sei que têm e isso é que me atemoriza. É que as coisas quando são e são, tudo bem. Quando não são e não são mesmo, melhor ainda. Agora quando são, mas até que podem não ser ou não são, mas no fundo são, são terrificantes. Uma pessoa faz mal, ignora, maltrata, aterroriza outra e depois vê-se que afinal também gosta, sente, adora por vezes até essa pessoa. Às vezes até venera e idolatra, mas não deixa de fazer o mal. É mais forte do que ela, diz. Mas com estes posso eu bem. Agora com pessoas que amam e adoram e mais não sei o que, depois vê-se que não é verdade, que no fundo é uma maneira de aproximação para criticar e denegrir o outro, essas deixo para as feras. Que os devorem e lancem no fogo até que as suas cinzas voem com o vento e vão depositar-se bem longe de forma a não contaminar a terra e as águas. Por estes motivos é que tento agora definir coisas, apesar de ser muito difícil. Mas o que é indefinido também é bom, claro. A diferença é que agora há sentimentos que apenas serão realizáveis com certezas e terá de ser mesmo assim.

Lá está! Isto sou eu que não percebo nada disto...

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Tudo por decidir...

Nesta fase do campeonato nada se encontra decidido. É o FC Arouca que nunca mais sobe à Liga de Honra, é a selecção portuguesa de futebol que nunca mais começa o Campeonato do Mundo, são outras decisões que não são tomadas nem sei por quem, nem sei porquê. Aquilo que eu sei é que nada sei, tal como Sócrates dizia armado em ignorante. Este filósofo (não é, como poderiam pensar, o técnico civil que, por acaso, também é Primeiro-Ministro de Portugal), talvez por preguiça dizia isto, mas é claro que vieram outros que disseram: ah não! o que ele queria dizer era... e um homem que talvez tenha dito aquilo num dia menos bom achou que afinal talvez quisesse dizer algo mais e procurou fundamentar aquilo bem fundamentado, tornando-se assim filósofo. Não é que um filósofo na altura ganhasse bem a vida, mas tinha posição social, quanto mais não seja por ser diferente. Agora eu também podia dizer algo do género, tipo o Sol traz a chuva. Qualquer leitor do seu perfeito juízo ia dizer: o homem enlouqueceu!, mas eu já tinha tudo preparado e claramente justificado. Então diria que o Sol é responsável pela evaporação. Esse vapor de água, quando chega a uma camada da atmosfera, que agora não me interessa saber o nome, que é mais quente que esse vapor de água, faz com que este se transforme em nuvens. Essas nuvens são as responsáveis pelas chuvas. Como? Ao chegarem a algum local de depressão, são obrigadas a descer em altura para uma zona da camada acima não mencionada mais fria fazendo com que estas se precipitem porque o vapor de água ao arrefecer fica líquido. Se não for assim, não estou preocupado, alguém de boa vontade me corrigirá. O que eu queria mesmo era pensar na chuva, já que, nesta altura do campeonato, está um calor que nem se pode. Quando a chuva vier pensarei no Sol, espero.

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sexta-feira, 23 de abril de 2010

De regresso (réplicas) II

"Andava eu atrás dela...", não!
Andava eu feliz e contente na minha vidinha sem valor, quando algo me deixa sem palavras, coisa que não é difícil dada a timidez mórbida da qual padeço. Mas eu até que tenho sentido da palavra e digo por vezes coisas que até nem devia dizer, com medo de represálias ou mágoa no outro (lá está a timidez de novo). Pensava eu que seria algo de relativamente insignificante, quando me deparo então com algo pavoroso e desolador, cuja definição é apenas e só impotência, pois queria fazer tudo e não podia fazer nada. Mentes perversas aquelas que pensam só que a impotência está associada ao disfuncionamento do órgão genial masculino. Neste caso, de boa saúde (relativamente), não podia agir em conformidade. As circunstâncias não deixavam, o tempo não volta atrás, o amor é forte, mas nem sempre chega em boas condições a quem o bem merece. Eu amo-te e não posso estar ao teu lado! Note-se que eu, a princípio não ia dizer coisas que mexessem com sentimentos do foro pessoal, mas este caso de que falo é muito mais importante do que simples parvoíces. Também a meu favor tenho ali, como assinatura, Liano DriMi, o que, a meu ver, me dá direito de escrever o que me apetecer. Por último, ninguém disse: "Ah e tal, Liano, tu até que és um gaijo porreiro, mas não ponhas aqui sentimentos implícitos." nem algo do género, logo eu continuo a poder escrever o que me apetece. Resta-me dizer que é a lei da vida, que não vou cantar a música "Alive" dos Pearl Jam como ironia de pessoas que não deviam nunca falecer fazerem-no e que te desejo muita força! Tu bem sabes quem és!

Lá está! Isto sou eu que não percebo nada disto... +

PS: Quando leres isto, se algum dia leres, diz-me só que estás bem... beijinho minha gémea génia!

domingo, 28 de março de 2010

De regresso (réplicas)

Estava difícil de arranjar um tempo para escrever e é logo numa noite, na noite do dia mais curto do ano que o faço. Os caros leitores devem ter achado que menti da outra vez ao ter dito que voltava para não mais abandonar e vai-se a ver passam quase dois meses sem qualquer assunto puxado ou palavra sequer dita. Na verdade não menti. Eu não prometi nada, tento até nunca prometer de forma a não causar um sentimento desagradável naquele que expecta algo da minha parte e depois não o obtém. Não prometer, como em tudo na vida, tem vantagens e desvantagens. Mesmo que não as tenha, elas aparecerão. Não comprometer-se garante, como disse, abstenção segura. Por outro lado faz com que se possa ter mais espaço psicológico para definir prioridades. Isso ajuda a organizar a vida. O problema de não se comprometer reside no facto de o outro se saturar de não poder esperar nada vindo do primeiro outorgante o que faz com que o segundo deixe de contar com o primeiro. Ora isto é demasiado mau, pois o primeiro quererá participar nos eventos realizados pelo segundo e nem deles terá notícia. Tal como diria o treinador de renome que foi campeão nacional da primeira divisão portuguesa de futebol no ano de 2001 pelos axadrezados do Boavista FC, Jaime Pacheco, "isto é, como se diz, uma faca de dois legumes...". De qualquer forma, se o segundo interveniente for paciente, podem surgir grandes coisas da interacção de ambos e é isso que motiva as pessoas a viverem e a correlacionarem-se. Já se sabe que eu gostava mais de ser rotineiro nas minhas acções, mas a rotina causa stress e o stress impede a livre espontaneidade e o desenvolvimento das acções que, por si só, são importantes à realização pessoal ou colectiva.

Lá está! Isto sou eu que não percebo nada disto... (até já estava com saudades de assinar estas palavras...)